Mostrando postagens com marcador Alimentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alimentação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de abril de 2019

Alimentos para reativar sua glândula pineal: Nutrição para o olho da mente


O olho da mente, cientificamente conhecido como a glândula pineal, é considerado a porta de entrada para os níveis mais elevados de consciência, no caso de você não estar ciente a glândula pineal é uma glândula endócrina em forma de uma pequena pinha no cérebro que produz e secreta o hormônio melatonina, acredita-se também que a glândula pineal seja responsável pela liberação de Dimetiltriptamina (DMT), a glândula pineal é o “princípio da sede da alma”, segundo Descartes, como você pode ver esta glândula tem muitas funções tanto física como metafisicamente, assim mantê-la funcionando em todo o seu potencial deve ser uma prioridade de todos os que procuram uma mente saudável.


Pineal gland in the brain, artworkÀ medida que envelhecemos a glândula pineal começa a se calcificar e tornar-se lenta, esta taxa varia consideravelmente por pessoa e estilo de vida, mas o consumo de quantidades excessivas de flúor é considerado um fator de risco, isto é em parte porque o fluoreto se acumula em quantidades extremamente altas na glândula pineal causando sua calcificação mais rapidamente, o flúor também pode diminuir a produção de melatonina, duas coisas que certamente não queremos que aconteça, a pesquisa mostrou que esta calcificação da glândula pineal tem uma forte correlação no desenvolvimento da doença de Alzheimer (Mercola 2011), uma dieta pobre carregada de conservantes, açúcar branco, refrigerantes, GMO, produtos químicos e pesticidas é um importante fator de risco para a calcificação e seu envelhecimento precoce também.

O que podemos fazer para combater o processo de envelhecimento e calcificação da glândula pineal?
Devemos comer uma dieta livre de conservante / química, que seja rica em gorduras saudáveis​​, deve ser um acéfalo (trocadilho intencional), mas o que mais podemos fazer?

Cortar o uso do flúor

Enquanto você não cortá-los completamente você pode reduzir drasticamente os níveis que consome, para fazer isso deve filtrar adequadamente à água da torneira antes de beber uma vez que muitas comunidades têm abastecimento de água que é adicionado flúor, para conseguir isso você precisa usar um filtro que retire o flúor (cuidado com o filtro por osmose reversa ele também retira todos os minerais da água “matando-a”), ou comprando água engarrafada que indica a não adição de flúor de água de nascentes, você também pode mudar para um creme dental sem flúor, muitos tipos de pasta dentais naturais podem ajudar na prevenção da cárie dentária, além de não intoxicá-lo com flúor.

Tome vinagre de maçã

Vinagre de maçã é rico em ácido málico tornando-se um grande tônico para desintoxicar o corpo todo incluindo a glândula pineal, o vinagre de maçã tem uma longa lista de benefícios e pode ajudar a tornar o corpo mais alcalino (isso é uma coisa muito boa), tente tomar uma colher de sopa 3 vezes ao dia ou experimente adicioná-lo no suco de limão com mel, sente-se, saboreie e colha os benefícios.

Coma alimentos ricos em iodo

Coma alimentos ricos em iodo como algas marinhas, outros alimentos como cranberry, feijão verde, couve, brócolis, folhas verdes escuras, banana, camarão e lagosta também são ricos em iodo, esta é uma lista muito curta, incompleta, você pode ajustá-la para atender às suas necessidades e estilo de vida, não só a função de apoio do iodo para a tireoide, mas também é importante para a glândula pineal, o iodo ajuda a remover o flúor do corpo que como discutido acima é muito tóxico, o iodo pode ser prejudicial em níveis super altos por isso se você optar por usar em forma de suplemento considere o uso de uma forma solúvel em água como Iosol, para evitar o risco de excesso ao consumi-lo.

Coma cacau cru

Cacau cru orgânico é rico em antioxidantes que combatem os radicais livres e mantêm o nosso cérebro saudável, isso também pode ajudar a estimular o olho da mente(pineal) ajudando a desintoxicá-la, além disso quem não gosta de chocolate ?

Coma óleo de coco

O óleo de coco(extra virgem prensado a frio) nutre todo o corpo até mesmo a pele e o cabelo, mas a sua maior vantagem é que ele nutre o cérebro e desintoxica a glândula pineal, o óleo de coco é rico em triglicérides de cadeia média que são convertidos em cetonas no fígado, foi comprovado que as cetonas restauram os neurônios e a função dos nervos no cérebro (Mercola 2013), esta é uma grande notícia para reverter os danos no cérebro e pode até mesmo fornecer um avanço na pesquisa da doença de Alzheimer.

Experimente estas ervas

Gotu Kola nutre todo o cérebro e a glândula pineal, brotos de alfafa e de Salsa ajudam a energizar a glândula pineal, todas estas ervas (e muitas outras) ajudam a estimular e desintoxicar a glândula pineal, tente adicionar o broto de a salsa e de alfafa generosamente quando cozinhar para um impulso extra do cérebro !

Pare de usar óculos de sol

Será que isso chamou a sua atenção ? Bem deixe-me explicar, a luz refletida pela retina estimula a glândula pineal, nossos olhos precisam ser expostos à luz solar indireta diariamente (a qualquer uma célula ganglionar fotossensível), se você for usar óculos de sol certifique-se de tira-los pelo menos por um curto intervalo de tempo diariamente, isso também nos fornece vitamina D que é muito importante para a saúde e equilibra o cérebro ajudando a combater a depressão.

Claro que existem várias outras maneiras maravilhosas para promover a saúde dos olhos da mente, como foi dito, isso não é de forma alguma uma lista completa, é sempre bom verificar com um médico fitoterapeuta, especialmente se você tiver algum problema de saúde se for tomar suplementos, agora vá em frente nutrir o olho da sua mente!
Original em: http://verdademundial.com.br/2014/08/alimentos-para-reativar-sua-glandula-pineal-nutricao-para-o-olho-da-mente/

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

As incríveis plantas alimentícias não-convencionais e super nutritivas existentes no Brasil que esquecemos de comer

Apesar de não notarmos, costumamos comer sempre os mesmos alimentos, o que não é só ruim para nossa saúde (pois sempre ingerimos os mesmos nutrientes), mas também para a agricultura familiar, para o bem-estar animal e para o envenenamento da terra. Mas como isso?
Na realidade, os alimentos que estamos acostumados a comer são alimentos exóticos, que vieram de outros climas e ambientes e que, portanto, não estão adaptados plenamente às condições climáticas e do solo de nosso país. Isso faz com que demandem mais cuidados e muitas vezes agrotóxicos e adubos químicos.
Enquanto isso, muitas plantas nativas do Brasil são ignoradas, mesmo quando estão presente no seu quintal ou na sua rua. Estas plantas são tão bem-adaptadas ao clima que quase não precisam de cuidados, podendo ser plantadas em qualquer quintal ou apartamento. Sem necessidade de manejo, elas ainda aportam nutrientes que são raramente encontrados nos alimentos que costumamos comer, como proteínas, por exemplo.

1. Abóbora do Mato (Melotria pendula): somente os frutos verdes devem ser comidos, em saladas, por exemplo.


[Imagem: 2u8ckua.jpg]


2. Aroeira Pimenteira (Schinus terebinthifolia): os frutos são a conhecida pimenta rosa.


[Imagem: 2gx3902.jpg]


3. Beldroega Pequena (Portulaca oleracea): folhas para sucos, sopas e saladas. É também medicinal.


[Imagem: 5dpan8.jpg]



4. Beldroega Grande (Talinum paniculatum): como a beldroega pequena suas folhas são usadas em saladas, sopas e sucos.


[Imagem: 351sv43.jpg]


5. Bertalha Coração (Anredera cordifolia): suas folhas podem ser refogadas ou usadas em saladas. Seus tubérculos aéreos são usados cozidos como batata.


[Imagem: nvt728.jpg]


6. Capuchinha (Tropeoalum majus): suas flores são usadas em saladas e suas folhas em saladas e sucos verdes.


[Imagem: 20t2o0n.jpg]



7. Caruru (Amaranthus viridis L.): parente da quinua – usam-se as folhas para saladas, refogados, recheios e patês. As sementes são usadas cozidas ou torradas, em recheios ou como cereal.


[Imagem: 11jyv4o.jpg]



8. Dente de Leão (Taraxacum officinale): é uma planta medicinal estimulante, digestiva e depurativa. Suas folhas podem ser comidas em saladas ou batidas em sucos verdes.


[Imagem: 309jvw9.jpg]


9. Hibiscus (Hibuscis sabdariffa): Apesar da origem africana, adaptou-se ao clima do país. De suas flores é feito o chá ou suco muito nutritivo. Suas sementes são ricas em proteínas e dela feita uma farinha que pode ser adicionada ao feijão. Seus frutos também são comestíveis. Não confundir com o hibiscus ornamental (Hibiscus rosa-sinensis)


[Imagem: 2cfv0p0.jpg]


10. Jaracatiá/Mamoeiro do Mato (Jaracatiá spinosa): Seus frutos fazem geleia e são muito apreciados quando maduros.


[Imagem: 2eknbir.jpg]


11. Língua de Vaca/Azedinha (Rumex acetosa): folhas apreciadas na salada. Não devem ser comidas em excesso pela presença de ácido oxálico.


[Imagem: 2upvcye.jpg]


12. Mamãozinho/Jaracatiá (Vasconcella quercifolia): seus frutos maduros são comestíveis e do seu caule é feito o doce ralado de jaracatiá.


[Imagem: 34dilb7.jpg]


13. Ora Pro Nobis (Pereskia aculeata): suas folhas são usadas refogadas, em sucos verdes, patês ou saladas. Suas folhas secas podem ser usadas como orégano ou como farinha. São ricas em ferro, proteínas e cálcio.

Antigamente, era conhecida como “carne dos pobres”, pois era a única fonte de proteínas da população miserável de nosso país. Fácil de cultivar, ela – sendo arbustiva – pode render alimento para o ano todo. Deve-se tomar cuidado ao colher, pois possui espinhos.


[Imagem: xaxn46.jpg]


14. Pepininho do Mato (Melothria cucumis): produz pepinos pequenos que podem ser comidos em saladas e usados para fazer picles.


[Imagem: dvijqx.jpg]


15. Pêssego do Mato (Eugenia myrciantes): fruto.


[Imagem: 30u49cx.jpg]


16. Picão/Carrapicho (Bidens pilosa): mais uma planta cujas folhas podem ser usadas em saladas.


[Imagem: 2yx43n7.jpg]


17. Serralha (Sonchus oleraceus): usam-se as folhas como salada e refogadas. É rica em vitamina A, D e E é similar ao espinafre.


[Imagem: 2hqdwty.jpg]


18. Serralhinha/Flor de Pincel (Emilia fosbergii Nicolson): folhas podem ser usadas em saladas e sucos verdes. Seu chá é útil contra infecções urinárias. Suas flores também são comestíveis e usadas em risotos, saladas, sopas etc.


[Imagem: 2hgd74h.jpg]


19. Taboa (Typha domingensis): os brotos e centro do caule podem ser usados como palmito. Das inflorescências (as "salsichas") tira-se o pólen que pode ser usado como cereal e em massas de pães e bolos - pode-se comê-lo cru. Por fim, a raiz pode ser cozida e tem o mesmo teor de proteína do milho e batata. Não colha taboas por aí, pois ela absorve metais pesados da água. Certifique-se que a água próxima das taboas é potável;.


[Imagem: dp730x.jpg]


20. Taioba (Xanthosoma sagitifolium): planta de sub-bosque, gosta de sombra e se adapta bem a sistemas agroflorestais. Suas folhas podem ser comidas refogadas. Seus tubérculos podem ser usados como mandioca ou inhame. Rica em vitaminas e minerais. Atenção: Não confundir com a taioba brava (de folhas arroxeadas), pois é venenosa!


[Imagem: 16jm3c2.jpg]


21. Trançagem/Tanchagem (Plantago major): usam-se as folhas como salada e refogadas. É também usada como planta medicinal, como infusão no caso de ardor no estômago e cataplasma para feridas na pele, acne e picadas de inseto.


[Imagem: 9a69m1.jpg]


22. Urtiga/Cansanção (Urtiga dioica): usam-se as folhas somente refogadas, jamais cruas.


[Imagem: w6p4ig.jpg]


Observação para as MULHERES GRÁVIDAS: consulte o seu médico de confiança antes de introduzir qualquer alimento novo em sua dieta.

Fonte:

- Leia mais: http://forum.noticiasnaturais.com/Topico-as-incr%C3%ADveis-plantas-aliment%C3%ADcias-brasileiras-que-esquecemos-de-comer#ixzz4MW155vi9

- Ervas e Especiarias: As incríveis plantas alimentícias não-convencionais e super nutritivas existentes no Brasil que esquecemos de comer (adaptado)

Leia mais: http://forum.noticiasnaturais.com/Topico-as-incr%C3%ADveis-plantas-aliment%C3%ADcias-brasileiras-que-esquecemos-de-comer#ixzz4MW0nSak7

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Brasil: líder mundial em alimentos envenenados - Por Tatiana Achcar


Nunca tivemos tanta comida produzida no mundo, mesmo assim um milhão de pessoas passam fome e outro milhão comem menos do que necessitam.
A fome é, sim, um problema de economia mundial.
Em vinte anos, o Brasil tomará dos Estados Unidos a liderança mundial na produção de alimentos. No entanto, 49% dos brasileiros estão acima do peso, sendo 16% obesos, segundo o Ministério da Saúde.
A obesidade é um problema de saúde pública, logo, de economia nacional. Por que esse disparate entre a grande quantidade de alimento e a fome e o sobrepeso?
Apesar das commodities agrícolas bombarem as bolsas de valores, o sistema alimentar mundial tem falhas, e das grossas: o modo de produção usa recursos naturais de maneira abusiva, o sistema está baseado na industrialização, que artificializa o alimento, e a distribuição é concentrada e controlada por poucos gigantes do setor.
Alimentação em quantidade e qualidade adequada e saudável é um direito humano, mas virou artigo de luxo.
Em seu discurso de posse, no dia 18 de abril de 2012, a presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar, a antropóloga Maria Emília Pacheco, criticou os agrotóxicos, os alimentos transgênicos e a livre atuação das grandes corporações, apoiada na irrestrita publicidade de alimentos, especialmente entre o público infantil, como nocivas para a segurança e soberania alimentar.
"O caminho percorrido historicamente pelo Brasil com seu atual modelo de produção nos levou ao lugar do qual não nos orgulhamos de maior consumidor de agrotóxicos no mundo e uma das maiores áreas de plantação de transgênicos", afirmou.
O país que está prestes a tornar-se líder mundial na produção de alimentos abusa de venenos que causam intoxicação crônica, aquela que mata devagar com doenças neurológicas, hepáticas, respiratórias, renais, cânceres entre outras e provoca o nascimento de crianças com mal formação genética.
O uso massivo de agrotóxico promovido pela expansão do agronegócio está contaminando o agricultor, que tem contato direto com a lavoura envenenada, os alimentos, a água e o ar. Estudos científicos recentes encontraram resíduos de agrotóxicos em amostras de água da chuva em escolas públicas no Mato Grosso.
O sangue e urina dos moradores de regiões que sofrem com a pulverização áreas de agrotóxicos estão envenenados. Nos últimos anos, o Brasil tornou-se o principal destino de defensivos agrícolas banidos no exterior. Segundo dados da Anvisa, são usados em nossas lavouras pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia, Estados Unidos, China.
É evidente que segurança e soberania alimentar dependem de um sistema de produção alimentar bom, limpo e justo, sustentável e descentralizado, de base agroecológica de produção, extração e processamento, de processos permanentes de educação alimentar e nutricional.
É estratégico adotar a soberania e segurança alimentar como um dos eixos ordenadores da estratégia de desenvolvimento do país para superar desigualdades socioeconômicas, regionais, étnico-raciais, de gênero e de geração e erradicar a pobreza extrema e a insegurança alimentar e nutricional.
Fico contente com a posse de Maria Emília Pacheco por sua força de vontade política e clareza de que é preciso fortalecer a capacidade reguladora do Estado, tanto na regulação da expansão das monoculturas, como no banimento imediato dos agrotóxicos que já foram proibidos em outros países, incluindo os que foram utilizados em guerras, como o glifosato.
E dar um o fim aos subsídios fiscais, rotular, obrigatoriamente, todos os alimentos transgênicos, assegurando o consumidor o direito à informação. Investir na agricultura familiar e camponesa é eixo fundamental que deve estar na prioridade do governo.
Ela gera emprego e renda para milhões de pessoas, estimula a produção de alimentos e a diversidade de culturas, respeita tradições alimentares e preserva a natureza, fixa o homem no campo e fortalece as economias locais e regionais.
Desejo que a proposta da Política Nacional de Agroecologia e Sistemas Orgânicos de Produção, em processo de elaboração por um grupo interministerial, seja amplamente aprovada a aplicada para garantir a proteção da agrobiodiversidade e de iniciativas como a conservação de sementes crioulas, os sistemas locais públicos de abastecimento, circuitos curtos de mercado e mercado institucional.
É vencendo esses passos que um país deveria orgulhar-se de ser líder mundial na produção de alimentos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Agrotóxicos: UMA Agricultura da Morte - Por Mural Virtual

Original em - http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br

VOCÊ SABIA ?

Pequenas quantidades de fosforados leva a pessoa a depressão e diminui a capacidade de aprendizagem em crianças e destrói as defesas orgânicas?

O herbicida roundup fica na água por até 04 anos e sua contaminação é extremamente carcinogênica para os seres humanos?



Dithane  e manzante provoca câncer na tireóide de se seres humanos, ataques cardíacos e uma doença muito parecida com o mal de alzheimer?



Na Alemanha se diz que quando se usa a pessoa deve ficar sem beber bebidas alcoólicas até 15 dias depois de aplicado.



Acesse o vídeo abaixo e tenha acesso  a muitas informações sobre as conseqüências dos agrotóxicos:



‘Coquetel’ de agrotóxicos ingerido no consumo de frutas e verduras pode causar Alzheimer e Parkinson







Comer cinco frutas e legumes por dia é bom para a saúde. Não tão bom é o “coquetel” de pesticidas ingerido no processo: a mistura dessas substâncias químicas pode multiplicar seus efeitos tóxicos em proporções tão surpreendentes quanto preocupantes, segundo os resultados de um estudo preliminar [A Preliminary Investigation into the Impact of a Pesticide Combination on Human Neuronal and Glial Cell Lines In Vitro] publicado na revista científica “PloS One”. Matéria [L'inquiétant effet cocktail des pesticides sur nos cellules] de Grégoire Allix, Le Monde, no UOL Notícias.



Os testes toxicológicos sistemáticos conduzidos dentro do regulamento europeu Reach visam às substâncias uma por uma. “Sabe-se muito pouco sobre seus efeitos combinados, sendo que somos literalmente cercados por combinações de venenos”, explica o principal autor do estudo, o toxicólogo Michael Coleman, da Universidade de Aston, na Inglaterra.



Sua equipe comparou o efeito isolado e o efeito combinado, sobre células de nosso sistema nervoso central, de três fungicidas encontrados com frequência nas prateleiras de hortifrúti: o pirimetanil, o ciprodinil e o fludioxonil.



Resultado: os danos infligidos às células são até vinte ou trinta vezes mais graves quando os pesticidas são associados. “Substâncias que são conhecidas por não afetarem a reprodução humana e o sistema nervoso e não serem cancerígenas, combinadas possuem efeitos inesperados”, resume um dos autores do estudo, o biólogo molecular Claude Reiss, ex-diretor de pesquisa do CNRS e presidente da associação Antidote Europe.



“Observamos o agravamento de três tipos de impactos”, detalha o pesquisador francês: “A viabilidade das células é degradada; as mitocôndrias, que são as ‘baterias’ das células, não conseguem mais alimentá-las com energia, o que desencadeia a apoptose, ou seja, a autodestruição das células; por fim, as células são submetidas a um stress oxidante muito poderoso, possivelmente cancerígeno e que pode levar a efeitos em cascata”.



Entre as possíveis consequências de tais agressões sobre as células, os pesquisadores citam o risco de uma vulnerabilidade crescente a doenças neurodegenerativas como o Mal de Alzheimer, de Parkinson ou a esclerose múltipla. “Nosso estudo aborda um pequeno número de substâncias, trazendo mais perguntas do que respostas, mas esses efeitos foram evidenciados em doses muito pequenas, concentrações próximas às encontradas em nossos alimentos”, observa o professor Coleman.



O cientista considera urgente popularizar esse tipo de teste, apesar das milhares de combinações possíveis: “Isso permitiria determinar se as misturas são nocivas, para ajudar os agricultores a escolher os produtos que eles utilizam”. O fato de conduzir esses estudos em células humanas e não em ratos, como acontece no procedimento Reach, permitiria diminuir os prazos e os custos, ao mesmo tempo em que fornecem resultados mais confiáveis. “A maior parte das substâncias químicas não são testadas corretamente: não somos ratos de 70 quilos!”, reclama Claude Reiss.



Para o Movimento pelo Direito e pelo Respeito das Gerações Futuras (MDRGF), que cofinanciou o estudo, esses testes são ainda mais necessários pelo fato de que um terço das frutas e legumes fiscalizados pela Direção Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão de Fraudes contém resíduos de vários pesticidas.



“Em 2008, detectamos em um mesmo cacho de uvas os três produtos testados pelo professor Coleman”, lembra François Veillerette, porta-voz do MDRGF. Na época, análises encomendadas pela associação haviam revelado que quase todas as uvas vendidas no grande varejo continham múltiplos pesticidas, totalizando oito substâncias diferentes por cacho, em média.



A associação pede para que a Comissão Europeia “lance sem demora uma estratégia de avaliação global das misturas de produtos químicos” e que “abaixe significativamente os limites máximos de resíduos tolerados nos alimentos, em um cuidado elementar de precaução”.



Tradutor: Lana Lim



A Preliminary Investigation into the Impact of a Pesticide Combination on Human Neuronal and Glial Cell Lines In Vitro

PLoS ONE: Research Article, published 03 Aug 2012 10.1371/journal.pone.0042768



EcoDebate, 10/08/2012
E a realidade brasileira?

Leia mais: 

Ligação entre o Mal de Parkinson e pesticidas é oficialmente reconhecida na França

quinta-feira, 5 de abril de 2012

2012 Tempo de Mudança

Não é segredo que o planeta está à beira do colapso. Em séculos de civilização, administramos os recursos naturais de forma insustentável - ou suicida, como coloca o documentário 2012 - Tempo de Mudança (2012: Time for Change, 2010). É partindo dessa premissa que o jornalista Daniel Pinchbeck tenta compreender a suposta importância da data 2012 e mostrar alternativas para amenizar o impacto de uma possível catástrofe.

Baseado no livro 2012: The Return of Quetzalcoatl, escrito por Pinchbeck, o filme fala do apocalipse profetizado pelos maias, mas sem cair no pessimismo, na eco-chatice e sem tentivas de assustar à la Roland Emmerich. Afinal, não é o medo do fim do mundo que vai gerar a mudança pedida no título.

Aos poucos, o documentário vai diagnosticando os problemas do planeta e chega a um dos principais impecilhos para a mudança: consciência individual. A fim de evitar uma catástrofe mundial, seria preciso que cada pessoa estivesse disposta a fazer grandes mudanças em seus hábitos diários e abrir mão de certos confortos, em nome de um bem maior. No entanto, não é (apenas) por meio de panfletarismo que o filme passa sua mensagem, mas apresentando soluções.

Nas conversas com cientistas e inventores, tomamos conhecimento de métodos que nem sabíamos existir, como o fungo micélio, capaz de recuperar em três meses um habitat contaminado por petróleo e substâncias químicas; a "eco-máquina" do inventor e biólogo John Todd, que purifica esgoto sem usar eletricidade ou qualquer produto industrializado, gerando água própria para banho pela combinação de 17 espécies de plantas. Aprendemos ainda que plantando hortas nos topos dos prédios, Nova York poderia produzir de forma autônoma 80% dos vegetais que consome e, quando somos apresentados ao sistema japonês de troca de serviços Fureai Kippu, percebemos que o dinheiro não é a única ferramenta econômica possível.

Como cinema, 2012 - Tempo de Mudança é fraco e o trabalho do brasileiro João Amorim como diretor foi dedicado a organizar as 500 horas de material. Misturando trechos de "filmagem de guerrilha", como as cenas no país africano Gabão, e entrevistas com especialistas e ativistas famosos como Sting, David Lynch, Ellen Page e Gilberto Gil, o filme serve mesmo para remediar com aprendizado o sentimento de impotência perante a situação mundial.

E, se mencanismos de poder e interesse fazem com que métodos alternativos não sejam colocados em prática pelos governos, inventores comprometidos com a mudança já burlam a etapa burocrática e disponibilizam suas criações no YouTube, para serem copiadas e implementadas. E viva la revolución da informação!

Com Sting, Gilberto Gil, David Lynch, Ellen Page, André Soares, Lucy Legan, Paul Stamets, Richard Register, Penny Livingston, Buckminster Fuller, Dennis Mckenna, Terence McKenna, Barbara Marx Hubbard, John Todd entre outros.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mundo caminha para colapso ambiental, alerta organização internacional

O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser "colossais" para as economias e a humanidade. O alerta foi dado hoje pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos.

O relatório "Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação" traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana.

Segundo o estudo, até 2050 a demanda mundial por energia deve crescer 80%, sendo que 85% dessa energia deve continuar sendo suprida por combustíveis fósseis. Isso fará com que as emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa, aumentem 50%. Nesse cenário, é dado como certo que a temperatura global suba entre 3°C e 6°C - bem acima dos 2ºC de aquecimento estimado pelo Painel de Mudanças Climáticas da ONU.

A poluição do ar será o principal problema ambiental em termos de saúde pública, superando a falta de acesso ao saneamento e água potável. O número de mortes prematuras relacionadas a males causados pela poluição do ar deverá mais do que dobrar, especialmente em países como China e Índia.

Atualmente as doenças respiratórias associadas à poluição matam 3,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

O crescimento da demanda por água potável é outro tema que preocupada a OCDE. A entidade estima que a demanda crescerá 55%, especialmente para uso na indústria (aumento estimado de 400%), usinas termelétricas (+140%) e uso doméstico (+130%). Esse aumento na demanda deve colocar sob risco de escassez hídrica tanto os agricultores quanto 2,3 bilhões de pessoas que vivem perto de rios, especialmente na África e Ásia.

As florestas, que são importantes para os ciclos hídricos, devem ocupar ainda menos espaço até 2050: a OCDE estima que as áreas com florestas encolherão 13%, com perda acentuada da biodiversidade.

Na avaliação de Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, a saída para minimizar o colapso ambiental será a adoção de uma mentalidade mais focada no longo prazo, apoiada na ideia da economia verde - tema central da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que o país sediará em junho. "Buscar um crescimento mais verde pode ajudar os governantes a enfrentar esses desafios. Tornar mais sustentáveis a agricultura, a indústria o fornecimento de energia e água será crucial para atender as necessidades de mais de 9 bilhões de pessoas", disse Gurría.

UM PREÇO PARA A NATUREZA

O relatório apela ainda por uma mudança de política. Propõe a adoção de taxas ambientais e sistemas de comércio de emissões de modo a tornar a poluição mais cara e as alternativas sustentáveis mais baratas. Também sugere colocar um preço pelos serviços prestados pelos ecossistemas (produção de água, ar limpo, biodiversidade) como forma de valorizá-los economicamente.

A OCDE também defende a remoção dos subsídios dados pelos governos aos combustíveis fósseis e investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação verde.

Alguns exemplos bem-sucedidos de políticas verdes são apontados no estudo. Um exemplo é a criação, pelo governo britânico, do Banco de Investimentos Verdes, uma iniciativa que destinará 3 bilhões de libras esterlinas para projetos inovadores com foco em sustentabilidade - e a meta é chegar a 15 bilhões de libras em investimentos privados até 2015, especialmente nas áreas de energia e reciclagem.

No Japão, a cidade de Kitakyushu elaborou um plano para se tornar uma das cidades mais sustentáveis do país, com baixa emissão de carbono e o engajamento da prefeitura, empresas e moradores na iniciativa. 
Fonte: Folha de São Paulo 16/03/2012